segunda-feira, 2 de abril de 2012

A Invenção da Antropologia


ENTREVISTA
A invenção da antropologia
Roy Wagner e a revolução nos modos de pensar

RESUMO Em entrevista a um time de antropólogos brasileiros, o norte-americano Roy Wagner, autor de "A Invenção da Cultura" e crítico da presunção à autossuficiência dos Estados Unidos, defende o humor como forma de invenção e argumenta que, ao reverter causa e efeito, ele se torna o conhecimento íntimo de todas as coisas.

EM AGOSTO DE 2011, seis universidades brasileiras receberam Roy Wagner, autor de "A Invenção da Cultura", de 1975, publicado no Brasil pela Cosac Naify em 2010.
O livro propôs uma verdadeira revolução nos modos de pensar e fazer antropologia, pondo em questão, a partir de um olhar sobre os povos melanésios, dualidades como natureza e cultura, universalismo e relativismo, tradição e inovação, sujeito e objeto.
Entre os trabalhos que apresentou no Brasil estão um livro inédito, "The Place of Invention", e uma reflexão sobre a obra do polêmico antropólogo e escritor Carlos Castañeda (1925- 88), à qual vem dedicando nos últimos anos um curso na Universidade de Virginia, Charlottesville, onde ensina desde 1974.
Esta entrevista, concedida aos antropólogos Florencia Ferrari, Iracema Dulley, Jamille Pinheiro, Luísa Valentini, Renato Sztutman e Stelio Marras, oferece uma amostra da prosa do autor, um crítico da presunção à autossuficiência dos EUA, país onde nasceu e se formou, mas também um contador de histórias, fascinado pelas mais diferentes culturas e práticas de conhecimento.
Toda a teoria de Wagner (que é tão dele como dos melanésios) pode ser vista como um flerte com a poesia e com o humor. Afinal, como ele não cansa de afirmar, a produção de significado no mundo é, como nesses campos, um exercício incessante e insistente de metaforização, isto é, invenção.
Como resume a questão central de "A Invenção da Cultura", a dialética cultural entre convenção e invenção, memória e improvisação?
A memória, é claro, é uma parte vital e básica de nós. Não conseguiríamos viver sem ela. Mas a cultura não se resume a ela, pois contém um outro lado, que é a invenção. Estou usando o termo "invenção" como uma palavra mágica.
A invenção é a metáfora. Existe uma espécie de diálogo ou interação entre a memória e a invenção. Temos que lidar com a vida em família, as leis do direito de família ou o que algumas pessoas nos EUA entendem por valores familiares [risos], mas também com a Constituição dos EUA, a Constituição brasileira ou a forma de governo brasileira.
Os dois são inovações do Novo Mundo em relação à cultura europeia. Nossas revoluções estabeleceram um novo tipo de sociedade, inventando e modificando as convenções de uma vez por todas, definindo parte do que constitui o hemisfério ocidental.
É importante prestar atenção ao modo como as civilizações americanas pensam: elas pensam de modo diferente das civilizações do Velho Mundo.
Em sua obra há uma associação entre perspectivismo e humor. Qual é o lugar do humor no seu trabalho?
O humor é uma forma de invenção. É um exercício de ver a partir de uma perspectiva e então se deslocar para outra repentinamente, com algo um pouco confuso. Uma piada inventa; ela usa a perspectiva para inventar. É preciso enfatizar isso.
O senso de humor é algo que pessoas têm, como os índios que conheci na Amazônia, e que não percebemos facilmente. O que eles fazem é integrar a alteração de perspectivas que existe em uma piada à antropologia de uma maneira bastante sorrateira e sutil. E, em muitos casos, isso se faz com tal sutileza que acabamos achando que estamos lidando com fatos antropológicos.
Existe um tipo de ironia ou senso de humor na base de todas as culturas. Ao morar em um país, descobrimos onde reside esse humor. O que estou tentando dizer ao afirmar isso sobre o humor é que, em primeiro lugar, o objetivo do livro "A Invenção da Cultura" foi fazer com que as pessoas usassem a ideia da invenção como uma coisa em si mesma, como uma maneira de pensar sobre as coisas.
Estamos acostumados a pensar no humor como forma de entretenimento, não como forma de alteração de perspectivas, de alteração sujeito-objeto. Fomos treinados a pensar na cultura como um conjunto de memórias que deve ser exaltado. Procuramos o conhecimento onde ele fica armazenado, na biblioteca, no computador. São memórias artificiais.
O que você chama de "deslocamento perspectivista" -e sua tradução na ideia de invenção- tem um impacto forte sobre o que concebemos, no Ocidente moderno, como racionalidade. Você poderia falar mais sobre isso?
O [Carlos] Castañeda nos dá uma lição muito importante sobre o humor. Toda metáfora é uma piada. Toda metáfora é um ato de humor. Temos que aprender a pensar em cada metáfora como uma torção irônica de palavras, de perspectivas. Vamos pensar nisso de modo analítico.
Tudo o que nós chamamos de razão (e tudo o que nós chamamos de tecnologia -razão, lógica, tecnologia) é baseado na relação de causa e efeito. A causa é o que Wittgenstein chamou de superstição. A ideia de causa e efeito só pode funcionar quando a causa e o efeito são a mesma coisa. Quando falamos de causa e efeito, criamos uma separação ou um espaço artificial. No entanto, se não fizéssemos isso, não teríamos nada para chamar de razão ou lógica.
Em uma piada, a causa e o efeito são reversos. É por isso que o humor é o conhecimento íntimo de todas as coisas; se usamos o humor, revertemos causa e efeito. Os barok (Papua Nova Guiné) me contaram que quando aprendemos que tudo funciona por meio de um truque, não nos encontramos no fim do conhecimento, mas no início. Isso constitui um ataque à racionalidade, considerando o modo como normalmente pensamos sobre ela.
Não significa que esse processo seja ilógico. Wittgenstein provavelmente diria que a lógica é o humor; a lógica não é causa e efeito. Ele desprezava totalmente a ideia de causa e efeito. Os Estados Unidos parecem estar presos a um tipo de mentalidade assim. É um país que sente muito orgulho de si próprio, que não quer ouvir o que outras pessoas têm a dizer. É muito difícil ensinar antropologia a pessoas assim!
Como se dá essa dialética entre os povos que estudou na Nova Guiné?
Minha experiência entre eles me ensinou que a convenção é o que damos como certo, pois é a base da existência; é o que é dado, é o que existe. Como indivíduos, o que fazemos é nos diferenciar "contra" ela. Essas pessoas, dotadas de uma criatividade maravilhosa, produzem formas estonteantes de arte, nominação, mitos. Tudo isso é diferenciação. Por não ser convenção, ela possui um poder de corte. As convenções são simples, conhecidas por todos, dadas como certas, e é assim que produzimos a diferenciação.
Na civilização ocidental, tratamos a convenção como um ideal, como fazemos com nossos códigos de lei, nossas constituições, organizações governamentais e educacionais. Tendemos a aderir a ideais platônicos. E nossos grandes inventores, as pessoas que aperfeiçoam e modificam nossa sociedade, são considerados excêntricos.
Em "A Invenção da Cultura", argumento que os povos indígenas, os povos tribais, não têm governo nem religião centralizados -e o que são um governo e uma religião centralizados, e um sistema de escrita, senão formas profundamente enraizadas de convenção?
Como descreve o impacto da antropologia na contracultura e vice-versa, nos EUA, e em seu trabalho em particular?
A contracultura foi algo que existiu de forma muito deliberada e determinante nos anos 1970. Na época em que escrevi "A Invenção da Cultura", ela era muito provocadora nos EUA. Mas muito do que produziu foi assimilado pela mídia, pela propaganda.
Muitos dos tropos poderosos e inovadores criados pela contracultura na década de 1970 foram assimilados pela propaganda e coisas do tipo, de modo que os protestos dos hippies acabaram, mais tarde, sendo usados em comerciais para vender produtos. Portanto, a contracultura foi corrompida pela convenção e usada para estender a cultura convencional.
A contracultura operou por algum tempo, mas depois foi, de certa maneira, sugada para dentro, totalmente dissolvida. Algumas pessoas tentaram fazer contracultura novamente, mas não funcionou da mesma forma que nos anos 1970. Assim, a contracultura foi -e acho que meu livro deixa isso claro- uma diferenciação inovadora que aconteceu no interior da cultura americana, algo que se mostrou ameaçador para muitos americanos, por razões políticas ou por outras razões. Mas em 2001 já havia se tornado terrorismo.

Tradução: Iracema Dulley e Jamille Pinheiro. A íntegra da entrevista será publicada na próxima edição da "Revista de Antropologia", da USP, em abril.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Edição Especial: Cultura Material e Consumo de Massa

A revista International Review os Social Research acaba de lançar o dossiê especial "Material Culture and Mass Consumption in the Global South", com diversos artigos interessantes de antropólogos brasileiros e não-brasileiros.
Para conferir, acesse o link abaixo e faça o download dos artigos.
Boa Leitura!

International Review of Social Research

Print ISSN: 2069-8267
Online ISSN: 2069-8534
Frequency: Three times a year
Current volume: 2/2012
Current issue
Table of contents
February 2012; Volume 2, Issue 1.
Special Issue: Material Culture and Mass Consumption in the Global South
Guest Editors: Carmen RIAL, Sandra Rubia SILVA and Angela Maria De SOUZA

Consumption and Material Culture Studies in the Global South - Guest Editors´ Foreword (pages 1-7) 
Carmen RIAL, Sandra Rubia SILVA, Angela Maria De SOUZA
Article first published online: 25 February 2012

Abstract | Full Text (PDF) | References ddddddddddddddddddFull Access You have access to this content
Should You Accept a Friends Request from Your Mother? And Other Filipino Dilemmas (pages 8-27) 
Daniel MILLER, Mirca MADIANOU
Article first published online: 25 February 2012

Abstract | Full Text (PDF) | References ddddddddddddddddddFull Access You have access to this content
Music and Youth in Brazilian Contemporary Society (pages 28-44) 
Livia BARBOSA, Leticia VELOSO, Veranise DUBEUX
Article first published online: 25 February 2012
Abstract | Full Text (PDF) | References ddddddddddddddddddFull Access You have access to this content
‘The Idea Is For Us to Work Here In The Workshop!’: The Re-functionalization Of Artisans'  Economic and Cultural Circuits In Florianopolis, South Brazil (pages 45-62) 
Ronaldo de OLIVEIRA CORRÊA, Carmen Silvia de MORAES, Gilson Leandro QUELUZ
Article first published online: 25 February 2012
Abstract | Full Text (PDF) | References ddddddddddddddddddFull Access You have access to this content
Circulating Food and Relationships: the Movement of Food (and Other Things) Between Brazilians in Boston and Brazil (pages 63-74) 
Viviane KRAIESKI de ASSUNÇÃO
Article first published online: 25 February 2012

Abstract | Full Text (PDF) | ReferencesdddddddddddddddddddFull Access You have access to this content
Globalizing Locations: Production-Consumption Relations in the Hip-hop Movement in Brazil and Portugal (pages 75-90) 
Angela Maria de SOUZA
Article first published online: 25 February 2012

Abstract | Full Text (PDF) | ReferencesdddddddddddddddddddFull Access You have access to this content
Juvenile Sociability, Cultural Classifications and ‘Tastes’: A Study on the Universe of Games and Social Networks in Lower Class LAN Houses (pages 91-103) 
Carla BARROS
Article first published online: 25 February 2012

Abstract | Full Text (PDF) | ReferencesdddddddddddddddddddFull Access You have access to this content
Brand Clans: Consumption and Rituals Among Low-income Young People in the City of PortoAlegre (pages 104-122) 
Rosana PINHEIRO-MACHADO
Article first published online: 25 February 2012

Abstract | Full Text (PDF) | References ddddddddddddddddddFull Access You have access to this content
The Configuration of ‘Young’ Spaces in Brasil in the late 1960’s: Pop Domesticity Through the Perspective of the Magazine Casa & Jardim (pages 123-137) 
Marinês Ribeiro dos SANTOS, Joana Maria PEDRO, Carmen Sílvia RIAL
Article first published online: 25 February 2012

Abstract | Full Text (PDF) | References ddddddddddddddddddFull Access You have access to this content
A Place Called Supermarket (pages 138-150) 
Maria Elisabeth GOIDANICH, Carmen RIAL
Article first published online: 25 February 2012

Abstract | Full Text (PDF) | References ddddddddddddddddddFull Access You have access to this content
On Emotion and Memories: the Consumption of Mobile Phones as ‘Affective Technology’ (pages 151-166) 
Sandra Rubia SILVA
Article first published online: 25 February 2012

Abstract | Full Text (PDF) | References ddddddddddddddddddFull Access You have access to this content
Amazonian Exchanges: Txema’s Lessons with Outboard Engines, Mosquito Nets and Images(pages 167-184) 
Barbara Maissonave ARISI
Article first published online: 25 February 2012

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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Bolsas de Doutorado e Pós-Doutorado e o Museu Quai Branly

Quando estive em Paris, no ano passado, cheguei a contar aqui no blog sobre minha visita no Musée Quai Branly, fiquei impressionada com a estrutura do museu e com sua forte ligação aos temas antropológicos, especialmente nestes últimos anos, onde diferentes trabalhos abordam, cada vez mais, a "arte primitiva". 
Um deles, por exemplo, é da pesquisadora Ilana Seltzer Goldstein. A tese "Do ´tempo dos sonhos´ à galeria: arte aborígine australiana como espaço de diálogos e tensões interculturais" será defendida no início de março. Para saber detalhes da defesa, clique aqui, e aqui para acessar o resumo da tese.  


Como estou morando em Paris durante este ano, poderei aproveitar mais detalhadamente o Museu Branly (inclui aqui no blog - na barra à direita - um link direto para a página do museu). E aproveito para divulgar uma bolsa interessantíssima de doutorado e pós-doutorado oferecida pelo Quai Branly.


Bonne Chance!


APPEL D’OFFRE
ANNEE UNIVERSITAIRE 2012 – 2013
 
Bourses d’études du musée du quai Branly

 
 
Le musée du quai Branly propose chaque année des bourses doctorales et postdoctorales destinées à aider des doctorants et de jeunes docteurs à mener à bien des projets de recherche originaux et innovants. 
 
Les disciplines concernées sont : l’anthropologie, l’ethnomusicologie, l’histoire de l’art, l’histoire, l’archéologie (à partir du néolithique), la sociologie, les arts du spectacle.
 
Les domaines de recherche privilégiés sont : les arts occidentaux et extra-occidentaux, les patrimoines matériels et immatériels, les institutions muséales et leurs collections, les rituels religieux, la technologie et la culture matérielle.
 
Les projets particulièrement susceptibles de tirer parti de l’environnement du musée du quai Branly seront examinés avec la plus grande attention.


Les candidats sélectionnés devront fournir au département de la recherche et de l’enseignement du musée du quai Branly un rapport d’activité détaillé de leurs recherches au terme de la bourse.

Les bourses doctorales
Trois bourses doctorales sont destinées à soutenir des doctorants en fin de thèse inscrits au moins en troisième année pour l’année universitaire 2011-2012 (dans une université française ou étrangère). Ces bourses sont une aide à la rédaction et excluent les recherches de terrain et d’archive.

Ces bourses doctorales sont attribuées pour une durée de 12 mois non reconductible, du 1er octobre au 30 septembre. Elles étaient en 2011 d’un montant mensuel de 1300 euros net. Elles sont allouées après évaluation et sélection des dossiers par le Comité d’évaluation scientifique du musée du quai Branly. Aucune condition de nationalité n’est exigée. La liste des candidats sélectionnés sera affichée sur le site web du musée du quai Branly et diffusée le 1er juillet.

Les bourses postdoctorales
Le musée du quai Branly propose cinq bourses postdoctorales à de jeunes docteurs désirant travailler sur un projet de recherche accueilli au musée. L'une d'entre elles est financée par Madame Nahed Ojjeh, grand bienfaiteur de la Société des Amis du musée du quai Branly.

Ces bourses postdoctorales sont attribuées pour une durée de 12 mois non reconductible du 1er octobre au 30 septembre, et étaient en 2011 d’un montant mensuel de 1700 euros net (sous forme d’un CDD). Elles sont allouées après évaluation et sélection des dossiers par le Comité d’évaluation scientifique du musée du quai Branly. Aucune condition de nationalité n’est exigée. Le candidat peut solliciter cette bourse jusqu’à cinq ans après la soutenance de sa thèse. Il ne pourra prendre ses fonctions au musée que sur présentation de son attestation de doctorat, ou le cas échéant, de son pré-rapport de soutenance.
 


MODALITÉS D’ENREGISTREMENT DES CANDIDATURES


Les demandes de bourses doctorales ou postdoctorales doivent être établies suivant un formulaire à télécharger, durant la période de l’appel d’offre, sur le site Internet du département de la recherche et de l’enseignement http://www.quaibranly.fr/fr/enseignement/bourses.html. 
 
Pour être enregistré, le dossier de candidature complet doit obligatoirement faire l’objet d’un double envoi[1] avant le 2 mai 2012 à minuit :
 

- par voie électronique, à l’adresse suivante bourses@quaibranly.fr : il est demandé aux candidats de procéder au regroupement des différents documents du dossier de candidature en un seul fichier au format word ou pdf, ne dépassant pas 5Mo, et portant le nom et prénom du candidat.

- par courrier postal (avec mention ‘Candidature Bourse doctorale/postdoctorale’ portée sur l’enveloppe), avec le formulaire de candidature daté et signé, à l’adresse suivante :

musée du quai Branly
Département de la recherche et de l’enseignement
222, rue de l’Université
75343 Paris Cedex 07

La liste de l’ensemble des candidats admis à concourir sera affichée sur le site web du musée le 7 mai au soir. La liste des candidatures sélectionnées et retenues sera affichée sur le site web du musée du quai Branly et diffusée à compter du 1erjuillet.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Como o Jeans Conquistou o mundo: a cultura material em azul

Reportagem da BBC sobre a recente pesquisa do antropólogo Daniel Miller sobre o fenômeno mundial do uso do jeans. Essa pesquisa pretende ser uma etnografia global, já que é um projeto desenvolvido por diversos pesquisadores em diferentes cidades do mundo. O primeiro livro, fruto da pesquisa,  BLUE JEANS, já foi publicado com as primeiras reflexões.

CLIQUE AQUI para ver a reportagem completa,
Boa leitura!



It's difficult to find a garment as widely embraced, worn and loved the world over as jeans. The classic symbol of the American West is now a staple in wardrobes around the world. But why?
Cowboys may wear them but so do supermodels, farmers, presidents and housewives.
Ask any group of people why they wear jeans and you will get a range of answers. For some they're comfortable, durable and easy - for others they're sexy and cool. Jeans mean different things to different people. Does this explain their wide appeal?
It is a subject that is relatively unstudied, says anthropologist Danny Miller, whose book Blue Jeans will be published next month.
In every country he has visited - from the Philippines to Turkey, India and Brazil - Miller has stopped and counted the first 100 people to walk by, and in each he found that almost half the population wore jeans on any given day.
Jeans are everywhere, he says, with the exception of rural tracts of China and South Asia.
The reason for their success has as much to do with their cultural meaning as their physical construction.
They were first designed as workwear for labourers on the farms and mines of America's Western states in the late 19th Century.
When a Nevada tailor called Jacob Davis was asked to make a pair of sturdy trousers for a local woodcutter, he struck upon the idea of reinforcing them with rivets. They proved extremely durable and were soon in high demand.
Davis realised the potential of his product but couldn't afford to patent it. He wrote to his fabric supplier, the San Francisco merchant, Levi Strauss, for help.
"The secratt of them Pents is the Rivits that I put in those Pockots," he said. "I cannot make them up fast enough…My nabors are getting yealouse of these success."
Levi's, as the patented trousers became known, were made in two fabrics, cotton duck (similar to canvas) and denim.
"They found really early on that it was the denim version that would sell," says Paul Trynka, author of Denim: From Cowboys to Catwalks. Denim was more comfortable, softening with age, and its indigo dye gave it a unique character.
Indigo doesn't penetrate the cotton yarn like other dyes but sits on the outside of each thread. These molecules chip off over time, causing the fabric to fade and wear in a unique way.
"Why did it sell?" asks Trynka. "Because the denim changed as it aged and the way it wore reflected people's lives."
Because of its fading quality, denim was sold raw - unwashed and untreated - and by the beginning of the 20th Century workers began to realise they could shrink the trousers to a more comfortable fit.
Not only were they more durable but each pair of jeans began to tell the story of the worker and his work.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Etnografia em Pinheirinho

Por: Danielli Franco - ABCD Net News 

Muito se diz sobre o caso violento dessa desocupação e para esclarecer melhor os fatos, compartilho com vocês o trabalho de um colega antropólogo que fez pesquisa etnográfica entre a população de Pinheirinho por 3 anos.

Entre 2007 e 2010, o antropólogo Inácio Dias de Andrade manteve convivência diária com os 7 mil habitantes da comunidade de Pinheirinho, no estado de São Paulo. A pesquisa foi tema de seu mestrado na USP. O que segue são seus relatos sobre o que ele conheceu da auto-organização dessa comunidade que conquistou com as próprias mãos o direito à moradia, e alguns fragmentos dos escombros que a ação policial deixou para as quase 2 mil famílias despejadas da área no dia 22 de janeiro.


Para acessar o texto completo, CLIQUE AQUI


Para acessar a dissertação de mestrado "Movimento social, cotidiano e política: uma etnografia da questão identitária dos sem-teto", CLIQUE AQUI


Boa leitura!

domingo, 18 de dezembro de 2011

Retrato do antropólogo enquanto avatar: pesquisa etnográfica, construção do avatar e inserção em campo no Second Life

Diferentes pesquisas antropológicas na (e sobre) a contemporaneidade continuam a me surpreender e interessar. Conheci o recente trabalho de Débora Krischke Leitão sobre o second life e fiquei impressionada com a discussão ampla feita pela pesquisadora, capaz de abarcar etnograficamente um universo interessantíssimo na web como o second life, e, a partir dele, realizar reflexões sobre gênero, sexualidade, representação, identidade e o papel do antropólogo em incursões de campo cada vez mais inusitadas.
Vale muitíssimo a pena conferir o vídeo onde Débora (ou seria melhor chamá-la Ruth Latour?) fala sobre sua pesquisa, além do blog e outros links interessantes!




http://primanthropology.blogspot.com/


http://www.flickr.com/photos/ruthlatour/


Bom Vídeo!