Mostrando postagens com marcador Descola. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Descola. Mostrar todas as postagens

sábado, 1 de outubro de 2016

A ontologia depois da antropologia

De que maneira a chamada virada ontológica na antropologia pode redefinir o que a ontologia moderna e ocidental é na prática e, ainda, oferecer o início de novo pluralismo ontológico? Essa pergunta orienta muitos dos textos que compõe essa nova publicação: 
Comparative Metaphysics: Ontology After Anthropology
Edited by Pierre Charbonnier, Gildas Salmon, and Peter Skafish

A obra apresenta questões instigantes e atuais acerca do conhecimento antropológico por meio de uma variedade de perspectivas. Eduardo Viveiros de Castro, Marilyn Strathern, Philippe Descola, Bruno Latour, entre outros, exploram de que maneira a antropologia de inspiração filosófica faz conjecturas capazes de abrir novos horizontes para o pensamento crítico. 


Part I: Comparison, symmetry, pluralism 
1. Varieties of Ontological Pluralism, Philippe Descola / 
2. On Ontological Delegation: The Birth of Neoclassical Anthropology, Gildas Salmon / 3. Connections, Friends and their Relations: An Issue in Knowledge-making, Marilyn Strathern / 
4. We Have Never Been Pluralist: On Lateral and Frontal Comparisons in the Ontological Turn, Matei Candea / 
Part II: Conceptual Alteration: Theory and Method 
5. Anthropological Meditations, or, The Discourse on Comparative Method, Patrice Maniglier / 
6. The Contingency of Concepts: Transcendental Deduction and Ethnographic Expression in Anthropological Thinking, Martin Holbraad / 
7. Breaking Out of the Modern Circle: On Conceptual Issues of Critical Anthropology, Pierre Charbonnier / 
Part III: Life and Agency Outside Nature 
8. Thinking with Thinking Forests, Eduardo Kohn / 
9. Nature from the Greeks: Empirical Philology and the Ontological Turn in Historical Anthropology, Arnaud Mace / 
10. Moving to Remain the Same: Towards an Anthropological Theory of Nomadism, Morten Axel Pedersen / 
Part IV: Cosmopolitics and Alterity 
11. Metaphysics as Mythophysics. Or, Why I Have Always Been An Anthropologist, Eduardo Viveiros de Castro / 
12. Metamorphosis of Consciousness: Concept, System, and Anthropology in the Thought of American Channels, Peter Skafish / 
13. Ordering What Is: The Political Implications of Ontological Knowledge, Baptiste Gille / 14. A Dialog About a New Meaning of Symmetric Anthropology, Bruno Latour / Notes on Contributors / Bibliography / Index

Boa leitura!

sábado, 28 de julho de 2012

Relações e "Relações": Antropologia de Strathern e outras leituras

A realização do "doutorado sanduíche" em Paris tem tornado a vida mais corrida que o habitual (e tem sobrado menos tempo do que eu gostaria para me dedicar ao blog), em contrapartida, inúmeras são as atividades instigantes que tenho participado, por isso, gostaria de dividir algumas delas aqui com vocês.

A princípio, quero divulgar o primeiro número da revista CONEXÕES PARCIAIS, uma iniciativa do corpo docente e discente da Universidade Estadual de São Paulo (UNESP/Araraquara), o primeiro número está imperdível e com excelentes artigos, resenhas e traduções. O editorial de inauguração foi preparado por Roy Wagner, vale a pena conferir: CLIQUE AQUI para acessar a revista completa.

Como não poderia deixar de ser, também quero divulgar o terceiro número da REVISTA PROA, que está melhor a cada edição. O debate sobre "cópias e originais: o caso de Dafen" traz uma discussão excelente realizada por Rosana Pinheiro-Machado e Winnie Won Yin Wong. Além do debate, destaque para a qualidade dos artigos e resenhas, todos ótimos e endereçados àqueles que querem conhecer mais sobre as relações entre antropologia e arte. Para ler a revista CLIQUE AQUI.

Agora sim, vamos ao título dessa postagem e por fim saber o que são essas relações e "relações" descritas por Strathern. Nos dias 14 e 15 de Maio desse ano assisti a um colóquio no College de France, organizado por Manuela Carneiro da Cunha, com a participação de Descola, Strathern, Leach, Déléage entre outros ilustres... O Colóquio, organizado em "Homenagem ao pensamento selvagem", promoveu discussões interessantíssimas, em particular, porque contou com a participação não somente de antropólogos mas também de povos indígenas, trabalhadores rurais e grupos étnicos, assim, a dinâmica foi bastante inesperada e as discussões até mesmo inusitadas. Bem, se vocês ficaram interessados poderão conferir CLICANDO AQUI o programa completo desse colóquio, contudo, quero dar destaque hoje, nessa postagem, à fala de Strathern que fez (entre outras coisas) Descola corar.
Para assistir ao vídeo de sua fala CLIQUE AQUI (desculpem, ele está "dublado" para o francês... coisas típicas - e estranhas - daqui). Mas também tem uma versão em espanhol AQUI, caso vocês prefiram.

Boas leituras e boas reflexões,
Até breve!



sexta-feira, 13 de maio de 2011

La Fabrique Des Images




Aqui em Paris, estou tendo a oportunidade de visitar museus e lugares que ainda não conhecia, entre eles o incrível museu Branly, com uma exposição impressionante organizada por Descola. Nessa instalação é possível visualizar "na prática" sua proposta teórica através da fabricação de imagens por diversas sociedades. Saiba mais AQUI

Nas imagens acima, uma peça usada nos rituais de iniciação Maori e um macaco que toca piano (exemplo da objetividade das obras ocidentais, na exposição La Fabrique Des Images)

Au Revoir!