domingo, 28 de novembro de 2010

Nova edição da REVISTA PROA - Antropologia e Arte




A nova edição da revista PROA acabou de sair do forno e está belíssima, não apenas pelo visual com lindos e delicados bordados mas, sobretudo, pelas discussões em torno do estatuto da arte e do artesanato, das resenhas, artigos e uma conversa super interessante com Strathern. Destaque para a exposição da "galeria" com o trabalho super inspirador da artista Carmen Novo (com texto de curadoria meu).
Para aqueles que, assim como eu, adoram as leituras e discussões em torno da "vida social de objetos", recomendo os artigos de Bruno Aroni, Ana Paula Simioni e Diego Dias, aliás, a edição inteira está imperdível, corre lá: REVISTA PROA 2° EDIÇÃO.

Boa leitura!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Marilena Chaui: por que precisamos eleger Dilma presidente

Alegria e alívio pelos próximos 4 anos


Com a vitória de Dilma, e com o período eleitoral de forma geral, muitas coisas vieram à tona: a direita brasileira soltou seus preconceitos enclausurados, seu egoísmo e sua ausência de compaixão por um povo que vem sofrendo ao longo de muitas décadas.
Enfim, confesso que estou aliviada e contente, com a expectativa de uma país menos injusto, com igualdade de oportunidades, LAICO, e livre de preconceitos!

Um grande VIVA para 2011!




segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Manifesto dos Professores universitários de todo o Brasil


Na foto acima, episódio caótico da política educacional de Serra.

Manifesto em Defesa da Educação Pública


Nós, professores universitários, consideramos um retrocesso as propostas e os métodos políticos da candidatura Serra. Seu histórico como governante preocupa todos que acreditam que os rumos do sistema educacional e a defesa de princípios democráticos são vitais ao futuro do país. Sob seu governo, a Universidade de São Paulo foi invadida por policiais armados com metralhadoras, atirando bombas de gás lacrimogêneo. Em seu primeiro ato como governador, assinou decretos que revogavam a relativa autonomia financeira e administrativa das Universidades estaduais paulistas. Os salários dos professores da USP, Unicamp e Unesp vêm sendo sistematicamente achatados, mesmo com os recordes na arrecadação de impostos. Numa inversão da situação vigente nas últimas décadas, eles se encontram hoje em patamares menores que a remuneração dos docentes das Universidades federais. Esse “choque de gestão” é ainda mais drástico no âmbito do ensino fundamental e médio, convergindo para uma política de sucateamento da Rede Pública. São Paulo foi o único Estado que não apresentou, desde 2007, crescimento no exame do Ideb, índice que avalia o aprendizado desses dois níveis educacionais.Os salários da Rede Pública no Estado mais rico da federação são menores que os de Tocantins, Roraima, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Espírito Santo, Acre, entre outros. Somada aos contratos precários e às condições aviltantes de trabalho, a baixa remuneração tende a expelir desse sistema educacional os professores qualificados e a desestimular quem decide se manter na Rede Pública. Diante das reivindicações por melhores condições de trabalho, Serra costuma afirmar que não passam de manifestação de interesses corporativos e sindicais, de “tró-ló-ló” de grupos políticos que querem desestabilizá-lo. Assim, além de evitar a discussão acerca do conteúdo das reivindicações, desqualifica movimentos organizados da sociedade civil, quando não os recebe com cassetetes. Serra escolheu como Secretário da Educação Paulo Renato, ministro nos oito anos do governo FHC. Neste período, nenhuma Escola Técnica Federal foi construída e as existentes arruinaram-se. As universidades públicas federais foram sucateadas ao ponto em que faltou dinheiro até mesmo para pagar as contas de luz, como foi o caso na UFRJ. A proibição de novas contratações gerou um déficit de 7.000 professores. Em contrapartida, sua gestão incentivou a proliferação sem critérios de universidades privadas. Já na Secretaria da Educação de São Paulo, Paulo Renato transferiu, via terceirização, para grandes empresas educacionais privadas a organização dos currículos escolares, o fornecimento de material didático e a formação continuada de professores. O Brasil não pode correr o risco de ter seu sistema educacional dirigido por interesses econômicos privados.No comando do governo federal, o PSDB inaugurou o cargo de “engavetador geral da república”. Em São Paulo, nos últimos anos, barrou mais de setenta pedidos de CPIs, abafando casos notórios de corrupção que estão sendo julgados em tribunais internacionais. Sua campanha promove uma deseducação política ao imitar práticas da extrema direita norte-americana em que uma orquestração de boatos dissemina dogmas religiosos. A celebração bonapartista de sua pessoa, em detrimento das forças políticas, só encontra paralelo na campanha de 1989, de Fernando Collor.

Veja aqui os professores que já assinaram o manifesto:
http://emdefesadaeducacao.wordpress.com/assine-o-manifesto/


terça-feira, 31 de agosto de 2010

Antropologia e Estilos de Vida



A última edição da Revista Horizontes Antropológicos - "Antropologia e estilos de vida" conta com artigos super interessantes, entre eles alguns destaques:

KOURY, Mauro Guilherme Pinheiro. Estilos de vida e individualidade.

Este artigo apresenta e discute a questão dos estilos e modos de vida na contemporaneidade. Tem como ponto de partida o conceito de liberdade individual na relação entre a cultura subjetiva e a cultura objetiva de Georg Simmel, para pensar os processos de individualidade e de diferenciação na sociedade contemporânea. Palavras-chave : cidade; estilos de vida; individualidade; modos de vida. (CLIQUE AQUI PARA ACESSAR O ARTIGO COMPLETO)

PEDROSO NETO, Antonio José. A dinâmica do marketing de rede: relações sociais e expectativas de um novo estilo de vida.

O foco deste artigo são pessoas que se associaram a uma empresa demarketing de rede. O problema é explicar como se reproduz o corpo de agentes, dado um paradoxo: a empresa Amway do Brasil consegue os agentes - trabalhadores - sem oferecer as garantias e as previsibilidades prescritas em contratos formais e, na extrema maioria dos casos, sem oferecer nem mesmo contrapartida monetária. O objetivo da pesquisa é demonstrar como a Amway se estrutura por meio de um constante processo de instituição de uma nova ordem cognitiva. O modelo analítico considera que o laço social elementar de uma coletividade só é possível quando os indivíduos compartilham em suas mentes um conjunto mínimo de parâmetros sobre a ordem social: convenções sociais instituídas. Na Amway elas são mobilizadas constantemente nas atividades práticas e rituais que visam aumentar e dinamizar as redes, e assim tendem a direcionar a memória coletiva e a se manterem. Palavras-chave : Amway; antropologia econômica; estilo de vida; marketing de rede. (CLIQUE AQUI PARA ACESSAR O ARTIGO COMPLETO)

Boa leitura!


No ar: SEXTA DO MÊS na USP

A Sexta do Mês é um evento organizado pelos estudantes de Pós-Graduação em Antropologia Social da USP com o apoio do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social e o Departamento de Antropologia da FFLCH/USP.

Confira os eventos e a programação no blog da sexta do mês: http://www.sextadomes.blogspot.com/