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sexta-feira, 4 de maio de 2018

Cinema e Antropologia (de 7 a 30 de Maio 2018)

Entre os dias 7 e 30 de maio, o CINUSP Paulo Emílio apresenta a mostra Cinema e Antropologia, explorando algumas das teorias e práticas do cinema antropológico desenvolvidas durante o último século. A curadoria realizada pelo CINUSP em parceria com Richard Peña, professor emérito da Columbia University, busca estimular a produção e transmissão de conhecimento antropológico, estabelecendo um diálogo e uma reflexão a respeito da relação entre cultura e indivíduo, entre reencenações, rituais, viagens e olhares.

Programação:

07/05 | segunda
16h00  COME BACK, AFRICA
19h00  BARAKA

08/05 | terça
16h00  LEVIATÃ
19h00  PRISIONEIRO DA GRADE DE FERRO

09/05 | quarta
16h00  PEOPLE’S PARK
19h00  NANOOK, O ESQUIMÓ + PALESTRA

10/05 | quinta
16h00  MANAKAMANA
19h00  PÁSSAROS MORTOS + OS MESTRES LOUCOS + PALESTRA

11/05 | sexta
16h00  FLORESTA DE ÊXTASE
19h00  HOSPITAL + PALESTRA

14/05 | segunda
16h00  CANIBA
19h00  EL NIÑO FIDENCIO + THE AX FIGHT + PALESTRA

15/05 | terça
16h00  CRÔNICA DE UM VERÃO
19h00  TWO LAWS + PALESTRA

16/05 | quarta
16h00  PRISIONEIRO DA GRADE DE FERRO
19h00  SWEETGRASS + PALESTRA

17/05 | quinta
16h00  BARAKA
19h00  LEVIATÃ + PALESTRA



18/05 | sexta
16h00  BABILÔNIA 2000
19h00  PEOPLE’S PARK + PALESTRA

21/05 | segunda
16h00  ARAYA
19h00  MANAKAMANA

22/05 | terça
16h00  HOSPITAL
19h00  CANIBA + PALESTRA

23/05 | quarta
16h00  SANTO FORTE
19h00  FLORESTA DE ÊXTASE

24/05 | quinta
16h00  EL NIÑO FIDENCIO + THE AX FIGHT
19h00  CRÔNICA DE UM VERÃO

25/05 | sexta
16h00 SWEETGRASS
19h00 COME BACK, AFRICA

28/05 | segunda
16h00  PÁSSAROS MORTOS + OS MESTRES LOUCOS
19h00  SANTO FORTE

29/05 | terça
16h00  NANOOK, O ESQUIMÓ
19h00  BARAKA

30/05 | quarta
16h00  ARAYA
19h00  BABILÔNIA 2000
entrada franca

CINUSP
/cidade universitária
r do anfiteatro 181  favo 04
11 3091 3540

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Manifesto dos Professores universitários de todo o Brasil


Na foto acima, episódio caótico da política educacional de Serra.

Manifesto em Defesa da Educação Pública


Nós, professores universitários, consideramos um retrocesso as propostas e os métodos políticos da candidatura Serra. Seu histórico como governante preocupa todos que acreditam que os rumos do sistema educacional e a defesa de princípios democráticos são vitais ao futuro do país. Sob seu governo, a Universidade de São Paulo foi invadida por policiais armados com metralhadoras, atirando bombas de gás lacrimogêneo. Em seu primeiro ato como governador, assinou decretos que revogavam a relativa autonomia financeira e administrativa das Universidades estaduais paulistas. Os salários dos professores da USP, Unicamp e Unesp vêm sendo sistematicamente achatados, mesmo com os recordes na arrecadação de impostos. Numa inversão da situação vigente nas últimas décadas, eles se encontram hoje em patamares menores que a remuneração dos docentes das Universidades federais. Esse “choque de gestão” é ainda mais drástico no âmbito do ensino fundamental e médio, convergindo para uma política de sucateamento da Rede Pública. São Paulo foi o único Estado que não apresentou, desde 2007, crescimento no exame do Ideb, índice que avalia o aprendizado desses dois níveis educacionais.Os salários da Rede Pública no Estado mais rico da federação são menores que os de Tocantins, Roraima, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Espírito Santo, Acre, entre outros. Somada aos contratos precários e às condições aviltantes de trabalho, a baixa remuneração tende a expelir desse sistema educacional os professores qualificados e a desestimular quem decide se manter na Rede Pública. Diante das reivindicações por melhores condições de trabalho, Serra costuma afirmar que não passam de manifestação de interesses corporativos e sindicais, de “tró-ló-ló” de grupos políticos que querem desestabilizá-lo. Assim, além de evitar a discussão acerca do conteúdo das reivindicações, desqualifica movimentos organizados da sociedade civil, quando não os recebe com cassetetes. Serra escolheu como Secretário da Educação Paulo Renato, ministro nos oito anos do governo FHC. Neste período, nenhuma Escola Técnica Federal foi construída e as existentes arruinaram-se. As universidades públicas federais foram sucateadas ao ponto em que faltou dinheiro até mesmo para pagar as contas de luz, como foi o caso na UFRJ. A proibição de novas contratações gerou um déficit de 7.000 professores. Em contrapartida, sua gestão incentivou a proliferação sem critérios de universidades privadas. Já na Secretaria da Educação de São Paulo, Paulo Renato transferiu, via terceirização, para grandes empresas educacionais privadas a organização dos currículos escolares, o fornecimento de material didático e a formação continuada de professores. O Brasil não pode correr o risco de ter seu sistema educacional dirigido por interesses econômicos privados.No comando do governo federal, o PSDB inaugurou o cargo de “engavetador geral da república”. Em São Paulo, nos últimos anos, barrou mais de setenta pedidos de CPIs, abafando casos notórios de corrupção que estão sendo julgados em tribunais internacionais. Sua campanha promove uma deseducação política ao imitar práticas da extrema direita norte-americana em que uma orquestração de boatos dissemina dogmas religiosos. A celebração bonapartista de sua pessoa, em detrimento das forças políticas, só encontra paralelo na campanha de 1989, de Fernando Collor.

Veja aqui os professores que já assinaram o manifesto:
http://emdefesadaeducacao.wordpress.com/assine-o-manifesto/